segunda-feira, 18 de julho de 2011

rio do rastro

é serra é rastro é rio
é tempo que não quer passar
é serra do rio do rastro
que passa a fazer meus passos
a cada hora de espera que pensar
...ao amanhecer a neblina cobre o rio
nenhum rastro de serra tú verás
quando o tempo que se esvazia manso
enquanto sinto o coração acelerar

quarta-feira, 15 de junho de 2011

água e bilha

dessa luta por vontade de crescer
desse jeito de fazer acontecer
somos passos nessas ruas da cidade
somos grito nesse mar de comunhão
nem talvez nem pensamentos de revolta
só coração que bate firme em cada um
essa força que nós temos que nos movem
a certeza de contar para os que vêm
foi assim aquela grande caminhada
e de mãos dadas somos mais que o poder
voce e eu cruzando aquela longa estrada
na companhia que refaz nosso querer
a multidão seguindo enfim seu movimento
o sentimento de fazer mais que a razão
somente canta esse canto de vitória
águia que abraça suas garras em pleno vôo
não sei se temos tanta força assim que eu digo
mas sei que somos cada vez mais gente em fila
e nessa luta contra o poder que oprime
seremos fortes companheiros água e bilha
se encha de leitura, se preencha de saber, quem ler decifra quem sabe compreender...

sem dormir

sem dormir me arrepio de dor
é com se fosse a ultima dor que sinto, é como se fosse a hora da morte mas não sem sorte de ver meu instinto

sexta-feira, 10 de junho de 2011

sou professor

sou professor
te incomoda???
sou professor que luta pela educação de qualidade
pela formação com continuidade
te incomoda????
ver meus cadernos???
estão prontos para a aula da vida
como forma de crescimento intelectual e pela boa aparencia de todos
não discrimino, não reprimo, não desestimulo meus pupilos
sei que serão críticos e faço tudo pra que sejam
te incomoda???
sou professor nesse mar de desigualdade
amo a todos em sala de aula que estão aprendendo com nossos erros
fazendo greves para melhorar suas lutas diárias
indo para as ruas gritar contra os maus salários
te incomoda???
sou professor nesse brasil de miséria
que já não tem tempo de espera para crescer com liberdade
vi cenas de dor pela força dos que não pensam
vi caras de fome pela mão dos que dirigem nossos sentidos
não as quero mais
não as quero em nossas vidas de angustia por força do medo em nossas cabeças
sou professor que defende seus princípios
que sonha com dias de glória
vendo a possibilidade da vitória que nossa revolução faz a cada um sentir
sou professor reaprendendo seu grito
dentro bem dentro do conflito
que não pensa em se calar
te incomoda???
sou professor de mãos bem limpa para a luta
nossa conduta nos ensina a caminhar
mas não te enganes, sou professor de muita força
que posso tudo que esse brasil imaginar
juntos seremos bem mais fortes com certeza
juntos faremos a nossa revolução
educação cultura arte para a vida
é nossa imagem essa é nossa missão
te incomoda???

domingo, 5 de junho de 2011

sem titulo

cada movimento incerto na parede lisa
tem um forte odor que o cheiro realiza
nem tem vão nem vem e vãos de pés descalços pisa
e assim se firma único movimento em prol da Monaliza
escrever não é somente reter o segredo
é realmente ser do calor do seus dedos
pena e papel sem pauta na gaveta aberta
nessa coisa em falta
nesse arranha céu nesse mundo ás asvessas
de cabeça pra baixo esse meu violão

dança

no meio do terreiro dança a negra
seu corpo embala a noite de luar
é como se chovesse poesia
em pleno equilíbrio á beira mar
traduz o que somente ver e sente
a quem pertence o corpo quando esvai
somente quando brota quando nasce
aos passos que flutuam que destrai
é minha essa alegria ao ver a dança
é meu esse prazer te ver dançar
sentir que o corpo é fruto que se lança
terreiro negra e dança á beira mar
a lua brilha longe mas sensível
reflete todo amor que a ela diz
que dança que flutua que revela
nuances da beleza da matiz
adoro toda dança dessa negra
terreno que não piso que não giz
escreve em ondas de areia dessa praia
espalha a dança o corpo que feliz
se molda se conforta se remete
ao tempo dos broqéis que Cruz boceja
é negra essa mudança dança noite
terreiro poesia que graceja