quinta-feira, 20 de julho de 2017


Começo pelo fim termino pelo meio medito e te digo me ensina que está feito me diga como ajeito meu passo minha palma começo desse jeito

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Luz da vida Toco o violão como quem reza Para que os anjos cantem comigo Que todos os cantos reverberem luz Para que toda voz seja nosso abrigo Faço canção de sal a sol De dores e dós De amores e fás Refaço melodias que percorrem Todos os compassos de ré aos sustenidos Até serem percebidos como música da alma Que se separe das mágoas e dos medos Em mim, em si, sem segredos No lá que passa por nós como relativa E canta em menor sua escala decisiva Cantando nos cantos do mundo Toco o violão como quem respira fundo Amando os meus e lhes dando luz da vida

sexta-feira, 10 de junho de 2016

sou feliz mesmo com as dores que o mundo carrega livre como peixe em mares quentes e sem anzol sou musica em cantos que em seu canto trafega luz de cores calmas nas almas noites de sol sou mesmo poema e som para os ouvidos menino que foi bala foi bateia foi trincheira nascido em porto afoito no mar de aguas em diluvio homem feito pelo amor que so o amor faz feira

terça-feira, 24 de maio de 2016

Quero ver o sol saindo sem queimar a minha pele Ser o primeiro olhar no horizonte de onde vem a luz Mostrar ao vento da manhã todo capim para o seu canto Que acaricie o corpo de quem brilha no papel de quem seduz Podendo ser o mar ou a maravilha que se cria em verve Espalhar flores nos jardins das casas sem ninguém Cantar canções de amor e de paisagens na voz que estremece Quando é tarde ou quando é vida o que se tem Esse tempo é o agora para ter mais o que espelha Pensamento de quem sonha, sentimento que aparece Pele, veia, sopro, espanto, carne, pão e poesia Amor que nasce, vive em águas que sobe a montanha, não desce.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Meu passado trouxe-me a dor da lembrança
me trouxe também o sabor que alcança os medos
Não quero juntar as peças do armário no meu livro
e ter que esquece-lo sem folhas na estante
Meu passado é a arma que me fere e me vigia
Dá-me aos lobos nas noites escuras e me guia para a morte
Meu passado matou o homem que sem sorte chorou
Agora vivo de coração livre sem sombras
Vértice que equilibra o que ficou na mente e em ronda que
sem sangue esfria na lápide

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Perdendo os dentes

Cada uma sabe da sua boca
coisa louca que abre e fecha sentimentos
Sabe ver quando a fome é loba
quando perde os dentes no falecimento
Cada um pode morder os lábios
sem sequer sangrar na língua que lhe morde
Sabe ver o véu da noiva quando corre
livrando-se da voz quando socorre